quarta-feira, 14 de setembro de 2016

TOTALITARISMO E DEMOCRACIA

 

Vendas Novas, 11 de Setembro de 2016

Aceite, consentido ou imposto, todo o pensamento único é, insofismávelmente, a fórmula codificada da implementação do totalitarismo. Nas sociedades sufragistas, que invocam em vão o santo nome da democracia, a prática é, em nome das maiorias, sufocar as minorias até que se tornem invisíveis, escamoteando-se que a opressão, o totalitarismo e a tirania não são um exclusivo de minorias armadas até aos dentes. Tirania é tirania, seja exercida por poucos seja exercida por muitos.

Sociedades de maiorias e sociedades de massas, mais estas do que aquelas, tendem a aceitar qualquer tipo de totalitarismo e estão sempre prontas para o expurgo das diferenças. Os demagogos sabem bem disto e é-lhes muito fácil arrebanhar multidões: vendem à pequena burguesia o pronto a pensar e às classes laboriosas o pronto a dizer, arranjam um inimigo a quem se retira a humanidade e está pronto o estrugido.

Com sufrágio ou sem sufrágio, com inimigos unificadores ou sem eles, o pensamento único impõe-se e torna-se, não uma rotina, como alguns dizem, mas a rotina, o caminho único, o hábito único, o comportamento único; fora destes espartilhos é a heresia e os autos-de-fé. Toda a heresia merece ser castigada. Era assim na outra Idade Média e é assim na actual.

Nesta Idade Média Pós-moderna, seja a Leste seja a Oeste, aposta-se forte nos mecanismos securitários. Na boca dos mandadores deste baile mandado a segurança não passa de um eufemismo que se pode traduzir por alienação das liberdades para espantar o medo. Ora, acontece que, quanto mais queremos calar o medo, mais medo temos, o que nos leva a alienar mais e mais liberdade até que ficamos tão «seguros», isto é, tão agrilhoados que acabamos por ter medo de ter medo. Foi isto que aconteceu nos países ditos do socialismo real e é isto que está a acontecer nos países anti-socialistas integrantes do Império Alemão, a que os ingénuos chamam União Europeia.

Durante o decorrer da campanha actual para a presidência americana, O candidato marginal ao sistema Bernie Sanders dizia algo indesmentível: «Tudo aquilo que temíamos no comunismo: perder as nossas casas e posses, economias, ter de trabalhar duro por um salário miserável realizou-se graças ao capitalismo».

O pensamento único está aí, as fogueiras autênticas de antigamente, não. As que há agora têm outra e diversificada natureza. Por exemplo, a ninguém é permitido, sem a risota geral, pensar fora do sebentismo académico da ideologia do mercado, sucedânea das religiões salvíficas de paraísos impalpáveis. As Universidades formatam os novos sacerdotes da religião do mercado com o mesmo afã com que a igreja romana formatou crentes e incréus ao longo dos séculos. A formatação deixou tantas sequelas que ainda hoje os ateus não conseguem negar outro deísmo que não seja o da Bíblia. De semelhante e paradoxal jeito sofrem os comunistas que sobram por aí: todos eles falam economês com a mesma fluência e convicção dos mandadores e dos mandatários do sistema único em vigor. Também eles assimilaram muito bem o «não há alternativas», mesmo que se retorçam a dizer o contrário. Vejam bem como o pensamento único é mais ameaçador do que o aquecimento global!

Esta aceitação, esta subordinação a pensar segundo o que está instituído e de nos comportarmos como se espera que façamos constitui uma doença grave de características epidémicas, que pode levar à morte da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade, tendo como consequência o impedimento da solidariedade, da tolerância, da aceitação do outro e das diferenças, da empatia, da compaixão, do humanismo.

Os sinais estão por toda a parte e só os não vê quem optou por pôr – voluntariamente ou por ignorância – as talas mentais que já não é preciso colocar-lhes à força. Veja-se, por exemplo, como a «indignação» se tornou um produto internético inconsequente e como há tanta gente sentada ao computador a indignar-se com os que não pertencem aos hábitos e aos comportamentos inerentes ao totalitarismo da ditadura democrática. O pensamento único ensina-nos que é bom que nos indignemos, não com o mal, mas com a dessincronia; temos todos de marchar com o passo certo e apanhar muitos Pokemons.

ABDUIL CADRE

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O USO DA RAZÃO CAUSA DORES DE CABEÇA

 

Há muita gente que, por muito que argumentemos, se recusa ao uso da razão e se deixa aprisionar pelas emoções, que confunde com sentimentos e amor à justiça. Sem dúvida que os sentimentos precisam da emoção – nós não somos robots computadorizados – mas só se podem conceber justos (ou verdadeiros), belos e bons se a razão os educa e a consciência os acolhe. Quando digo consciência, quero chamar a atenção para o cuidado que devemos ter para não sermos iludidos pelos ardis de que o inconsciente se serve para doirar as nossas pílulas.

Se o uso da razão nos causa dores de cabeça, bebamos muita água pura, que passa. Pode, em muitos casos, causar dores e enguiços a terceiros e aí pouco mais podemos fazer do que usar parcimónia, bom-senso e respeito pelo outro. Mas o que importa dizer-se aqui é que a razão é imprescindível para que nos não equivoquemos – ou nos equivoquemos o menos possível – nos objectivos que os desejos pretendem atingir. Aquela anedotas dos escuteiros que, motivados pelo desejo de praticar uma boa acção, atravessam a velhinha que não queria atravessar, é bem ilustrativa de que o resultado de uma acção se sobrepõe à intenção.

Indo ao mais concreto da intenção deste escrito, quero chamar a atenção de quem me lê, de que nos dias que correm surgiu uma corrente de pessoas – não ponho em dúvida que muitas delas sejam bem intencionadas – que argumentando com valores da nossa cultura e respeito para com s outros, se propõem substituir a vontade desses outros pela sua própria vontade, ainda por cima querendo autoconvencer-se e convencer-nos que isso é respeitá-los. Não é! Trata-se precisamente do inverso. Essas pessoas não querem entender que diminuir os outros, torná-los menores mentais não é respeitá-los. Respeitá-los é olhá-los como sujeitos de livre-arbítrio e com a mesma humanidade que nós, sem o que voltamos à vela paródia do Raúl Solnado: «meu filho, quer queiras quer não queiras tens de ser bombeiro voluntário».

Vem tudo isto a propósito de, na semana passada, três mulheres usando burkini na praia – em Cannes – terem sido multadas. Se não pagarem, vão para a cadeia.

Que forma extraordinária de defender aquelas que foram consideradas, pelos totalitaristas do pensamento único, como menores mentais.

Abdul Cadre

UMA AJUDA AO RACIOCÍNIO

 

Suponhamos que um agente da autoridade, de preferência feminino, chega junto de uma mulher que usa burkini, na praia, está bem de ver, e lhe diz, sem enjoo nem olhar de coruja, «bom dia, minha senhora, desculpe incomodá-la, é de sua livre vontade usar essa vestimenta?».

É claro que isto somos nós a delirar, porque é muito difícil alguém imaginar um agente da ordem (?) a tratar com decência e como cidadão quem, progressivamente, vai sendo objecto de redução à categoria de sub-humano pelos cínicos de serviço nos media e na política. Mas adiante. Suponhamos, continuando este delírio, que a cidadã diz que sim. O caso está arrumado e a agente partirá à procura de carteiristas e vendedores de bolas de Berlim estragadas. Se a cidadã disser «não, senhora mulher-polícia, eu sou uma desgraçada, eu até queria fazer top less, mas o meu marido não deixa e a minha família obriga-me a andar assim vestida», é evidente que terão de ser tomadas medidas, não contra a cidadã e o seu burkini, como em Cannes, mas contra o abuso do poder familiar de que a cidadã é alvo. Se alguém tiver de ser multado ou preso, não pode ser ela.

Só mentes doentes e atitudes doentias podem levar aos procedimentos que se conhecem e os inquisidores aplaudem.

Se me der a travadinha e me vestir de galochas, capotão impermeável, um capacete de escafandrista na cabeça e for a banhos em Cannes, posso ser motivo de risota, mas não sou multado nem preso; os inquisidores locais não me acusarão de prejudicar o turismo, antes pelo contrário, farão de mim atracção turística. Posso até ser entrevistado para a televisão. «Por que é que o senhor se veste assim para andar na praia», pergunta o entrevistador entusiasmado pelo exclusivo conseguido. Aí, faço o meu sorriso de humano autêntico e de raça superior e digo: «porque não me apetece vestir assado…»

Abdul Cadre

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

CARTILHA LIBERAL-UTILITÁRIA

V. Novas, 22 de Agosto de 2016

Muitos daqueles que se afirmam liberais, de liberais não têm nada e o mais que papagueiam e repetem é aquela coisa em que nem sequer acreditam de «menos estado e melhor estado». A não ser que menor estado seja acabar com a saúde e a educação para que os amigos se lambuzem com o que isto possa dar e melhor estado seja viver liberalmente à conta do orçamento. Os nossos liberais querem o estado mínimo, porque para passar cheques liberais basta ter a letra bonita.

Pois é, os nossos liberais regem-se pelo que lhes dá jeito e dão a isso o nome de liberalismo, porque havia que dar-lhe um nome, gostam do termo, soa bem. Mas nunca leram qualquer obra a respeito. Neste aspecto, assemelham-se a um grande de número de católicos que, não tendo lido a Bíblia, sabem da poda, ao que julgam, por ter ouvido falar e atiram com a fé que dizem ter à cara de quem calha para se vangloriarem da sua superioridade moral. Usam a religião como quem usa shampoo ou creme facial, coisas de exclusivo uso externo.

Lembro-me de um Primeiro Ministro liberalíssimo que se inspirava para o ser na obra do Pai da Singapura moderna. Fazia-o para dar a impressão que tinha ideias sem se arrepiar com o peso do estado na cidade-estado nem com o «respeitinho» que ali reina.

Pode dizer-se que a melhor cartilha do liberalismo foi produzida pelo filósofo utilitarista Stuart Mill, o célebre Ensaio sobre a Liberdade, ou simplesmente, no título original On Liberty.

Eu sei que ler com atenção e reflectir sobre o que se leu dá muito trabalho; é bem mais fácil repetir lugares comuns, dizer o que se espera que digamos, estar na moda do dizer com a mesma displicência com que se usa o telemóvel para fazer luzinhas nos «concertos», porque os outros também fazem.

Mas, caramba! Um dia não são dias e há sempre uma primeira vez.

Daqueles que têm hábitos de leitura, mas torcem o nariz a coisas que cheirem a liberalismo, se não leram, leiam; se leram, releiam. É estimulante. Sobretudo, faz-nos perceber como cada liberal que nos aparece pela frente é invariavelmente um antiliberal que se desconhece.

Na contracapa da edição de Abril de 1973 (Arcádia) pode ler-se este apelo à leitura: «Quais os limites do poder que pode ser legitimamente exercido pela sociedade sobre o indivíduo? Qual a sua natureza? Posto neste plano – civil e social – o problema da liberdade encontra nesta obra clássica dos estudos que têm sido dedicados à luta entre a liberdade e a autoridade uma interpretação extremamente lúcida e actual. Para Stuart Mill a questão da liberdade pressupõe o valor do indivíduo de que depende o valor do Estado.

ENSAIO SOBRE A LIBERDADE põe assim o dedo numa ferida aberta neste nosso século brutalmente atraído pelas MEDIOCRACIAS TIRÂNICAS que reduzem o indivíduo à menoridade Mental».

Este posfácio, escrito em 1973, está perfeitamente actualizado.

Abdul Cadre

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O QUE SABEMOS, O QUE CALAMOS E O QUE OPINAMOS

V. Novas 18 AGO 2016

Quando homens de grande e reconhecido saber dizem que apenas sabem que nada sabem, podemos duvidar que o façam por autêntica modéstia e presumir que o façam por não quererem ser tomados por vaidosos. De qualquer forma, sabem eles e sabemos nós que o saber é como o ar, tende a expandir-se, mas por mais que enchamos de ar um balão, do lado de fora haverá sempre muito mais e a expansão de dentro depende do ar que existe fora; se não houvesse essa pressão, o balão rebentava e o seu ar fugia.

Com a cabeça, se for nela que tudo se armazena, que nos sirva a metáfora, como dita a propósito do balão.

Segundo se diz, mais importante do que o saber é a sabedoria, algo muito difícil de definir, mas que supomos ser impossível armazenar; não é do domínio da quantidade: é uma qualidade, um modo de ser. Mas não cabe aqui falar disto, porque o que quero nesta oportunidade é falar de opinião.

Não me canso de dizer que ter opinião e ter umbigo calha a todos, não vale a pena andar por aí a apregoar, ufanos que se tem, porque, em boa verdade, o que importa é ter o umbigo bem limpinho, como sinal de que tomamos banho, e a opinião bem fundamentada, para que não nos tomem por relógios de repetição. Bom será, porém, que aquilo que nos saia da boca não venha por simples reflexo condicionado do mal de viver; bom será que sejamos capazes de ter para com a vida um sorriso de justa cumplicidade.

Por regras da natureza, o umbigo é fixo e não se lhe reconhece qualquer utilidade. Já a opinião, se a pessoa é inteligente, não se fixa, é plástica, móvel, reciclável e pode ser muito útil à comunidade. Mas não é assim nos empedernidos. Nestes, a opinião que dizem ter é fixa, imutável e disso se vangloriam.

A opinião dos empedernidos não se diferencia do umbigo, a não ser pela localização. A serventia é a mesma: nenhuma.

A opinião dos empedernidos é um tóxico social não reciclável, não ecológico. Mas, em bom rigor, a opinião deles não nasceu por eles, apenas neles ecoa, apenas por eles foi adoptada porque lhes dava jeito. É silenciada ocasionalmente nos momentos em que se suspeita poder trazer prejuízo. Os empedernidos, se pudessem dizer, sem que fossem olhados de esguelha diziam eu sei que tudo sei.

Isto talvez seja mais característico entre os portugueses do que no seio da maioria das culturas. Vem no nosso registo genético. É por isso que temos quase todos o mau hábito de falar primeiro e só pensar depois, se houver vagar.

Se quiserem fazer uma experiência muito simples e reveladora, ponham uma braçadeira de repórter de uma qualquer rádio e cheguem, de microfone em riste, junto de um qualquer transeunte e perguntem-lhe o que pensa da química do carbono e verão que recebem uma resposta pronta, que começa quase sempre por um acho bem (ou um acho mal, se o indivíduo estiver em dia azedo).

Porque se opina assim? Suspeito que seja para que não nos tomem por ignorantes. Era o que mais faltava!

Não sei se este fenómeno cultural tem a ver com certas práticas tolas das nossas escolas, como perguntar a um aluno que nunca leu Descartes o que é que ele pensa da sua filosofia.

Com certeza que é bom fazer perguntas aos alunos, mas melhoria seria ainda ensinar-lhes a perguntar e evidenciar-lhes que para bem pensar se deve falar metade do que se ouve, em respeito pela natureza, que nos deu dois ouvidos e apenas uma boca.

Mas será que, para ter opinião, é necessário ser muito instruído? Não! O que é preciso, para que não seja um tóxico, ou um simples ruído é que se tenha bom senso e que não se emita como opinião o que não passa de um desopilar dos maus fígados. O bom senso implica não me pronunciar sobre o que ignoro e, do que saiba, ter a noção de que outros saberão melhor, ou saberão diferente.

Eu sei que apelar ao bom senso é coisa de pouco senso, pois que bom senso é coisa de que ninguém se queixa de ter falta. Há até quem ache que tem mais bom senso que os demais.

Numa entrevista ao El Mundo, falando sobre o jornalismo dos nossos dias, que não faz qualquer uso do bom senso, dizia Umberto Eco que “todos os habitantes do planeta, incluindo loucos, têm hoje direito à palavra pública”. Veja-se o lixo das redes sociais e veja-se o nojo que são as “antenas abertas”. Veja-se também como certas publicações, pela pluma dos seus intriguistas encartados propagam o ódio, a maledicência e a calúnia.

Há, por exemplo, uma coisa com aspecto físico de jornal, propriedade de “empreendedores” angolanos, que tem uma tiragem enorme; será lido por mais de um milhão de angustiados ou correlativos. Estou convicto que à maioria será suficiente ler as parangonas; isso bastará ao seu azedume.

Trata-se de um instrumento alienante e tóxico, que mereceu de Pedro Marques Lopes, no Eixo do Mal, o epíteto de «esgoto a céu aberto». Não é um órgão informativo, mas sim desinformativo, deformador. Quem tome aquilo por sério e verdadeiro só tem um remédio: cortar os pulsos, ou dar um tiro na cabeça e fugir para a Espanha.

Como pode tal aberração ter o êxito que tem? Não sei responder. E não venham de microfone em riste para que eu responda…

Mas suspeito que a principal razão é precisamente ser aberrante. Outra razão: ser boa música de fundo para acompanhar o azedume dos portugueses, que vociferam contra tudo e contra todos, mas pouco cuidam dos seus direitos.

Direitos? Para quê, se os políticos – que ao que parece são extraterrestres – são todos uns malandros da pior espécie – que a minha mãezinha é que não – e o mundo vai acabar. E não há nada que seja culpa nossa, a culpa é dos outros, porque o inferno são os outros.

Sejam bons portugueses, façam os possíveis e os impossíveis por serem infelizes.

Abdul Cadre

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

O SEGREDO ESTÁ NO ESPELHO

Digo amiúde aos meus amigos: não me dêem conselhos, deixem-me errar por mim próprio. No entanto - deve ser da idade - é com frequência que não emprego a doutrina ao contrário. Querem conselhos? Não? Então eu dou: olhem os políticos, vejam-nos cheios de defeitos, de seguida digam ao espelho: tenho de corrigir isto e aquilo. E não vigiem quem deva ser vigiado, deixem isso à polícia. Vigiem a polícia. E não julguem quem deva ser julgado, deixem isso aos juízes. Vigiem e julguem os juízes. E, se se comprazem a tecer cobras e lagartos dos políticos, por favor, não votem neles ou terei de chamar-lhes nomes feios.

Abdul Cadre

LEIAM E DESINFECTEM-SE

Aprendam a não se excitarem com as notícias que são feitas precisamente com esse fim, porque essa coisa de comunicação social foi chã que já deu uvas e o que dá lucro a essa instância corruptora é a excitação. É com ela, manipulando as massas, que se dá lustro ao sistema. Os cães de guarda já estavam amestrados e de coleiras de veludo quando o Serge Halimi escreveu OS NOVOS CÃES DE GUARDA. É muito apropriado que se diga, em vez de comunicação social, corrupção social. Todavia, podem ler-se os pasquins sem sujar a mente. Por exemplo, procurar saber da intenção desta ou daquela notícia ou, melhor ainda, se lerem - será possível - o grande corruptor crime da manhã (ou correia da manha, como se lê na NET), basta este cuidado: onde eles escrevem preto deve-se ler branco, e vice versa.