sexta-feira, 20 de maio de 2022

DEMOCRACIA OU SUFRAGISMO?

 

Chamamos democracia a um sistema político que tem por base um sufrágio universal e que teoricamente seria o governo do povo, pelo povo e para o povo. Certamente que, de uma forma geral, nos países isentos de chapelada, o sufrágio funciona. É um facto, mesmo que corroído pelos sindicatos de voto e prejudicado pelas manipulações mediáticas. Mas será que a base do sistema justifica o sistema?

Quando se fala disto, logo os que não gostam que se fale disto nos vêm com o Churchill a dizer que "a democracia é o pior dos regimes, à excepção de todos os outros", frase tonta, dita certamente ao fim da tarde, por entre os vapores que ficaram da garrafa de whisky já despejada.

 Note-se que eu me estou a referir a democracia, pura e simplesmente, não a democracias, nem a democracia com qualificativo, como popular, directa, etc.

A democracia, como em uso nos chamados países ocidentais, apelidada muitas vezes de liberal, tem o seu pecado original no apelo ao umbigo e no desprezo pela solidariedade. É essencialmente uma ideologia das classes médias bem-pensantes, muito distante agora da velha consigna LibertéEgalitéFraternité, ideal que não perdeu a validade, antes se impõe, mais do que nunca, apesar do adormecimento que o frenesim liberal provoca nos desejos de segurança e da rendição perante o darwinismo social. Há quem chame a atenção para a dificuldade de conciliação entre liberdade e igualdade, mas a principal dicotomia não é esta, é entre segurança e liberdade, e temos a experiência histórica de quão mal correu a implantação do chamado socialismo real, onde em nome da segurança se perdeu a liberdade e a perda desta teve como consequência a inaplicabilidade da outra.

De qualquer forma, face ao abismo criado entre os muito ricos e os muito pobres nos países ditos desenvolvidos, está escrito no vento que a nossa decadência e o colapso social estão em contagem decrescente e assim, ESTA COISA tão louvada e tão em uso, chamada pelo que verdadeiramente não é, isto que visa ao relaxamento geral e, irreflectidamente por uns, perversamente por outros se nomeia de democracia, esta espécie de culto ao Pai Natal, que eu chamaria de ditadura totalitária do mau gosto e do mau cheiro é a pior das drogas conhecidas. Se ainda houver lugar para a esperança, devemos cuidar – devíamos cuidar – de que não cause habitação irreversível e esperar que a nossa actual dependência não nos seja letal, que venha uma ressaca boa seguida de um nunca mais.

Esta malignidade sub-reptícia e hipócrita de que o deus mercado depende como o caruncho depende da madeira; esta religião que ao mercado incensa, esta magia negra que nos corrói a alma, destrói a liberdade pela libertinagem, a dignidade pelos jogos prostibulares, o pensamento pelo pronto a dizer, a convivência pela robotização, a alegria pelos seus simulacros, pelos reality shows...

... Esta domesticação fanática e auto consentida usa a nossa rendição para criar um sistema ficcional onde os mortos-vivos se alimentam de pipocas e os cadáveres adiados nem sequer procriam, limitam-se a beber da taça das abominações como se cada um – como se todos – fosse a grande prostituta de Babilónia.

 

terça-feira, 1 de março de 2022

VÊM AÍ OS RUSSOS

 

Vendas Novas, 01 de Março de 2022

 

Um acontecimento ou uma qualquer situação é sempre uma consequência; há causas mediatas, causas imediatas e causas remotas, óbvias umas e outras nem tanto. Em termos de relações entre os homens e as nações usar o conceito de culpa, que é coisa demasiado religiosa, como amiúde se faz, é sempre desresponsabilizador de uns para encontrar a inocência de outros, naturalmente que dos nossos, o que nos faz esquecer uma regra básica da dança: para dançar o tango são precisos dois. O presente drama da invasão russa da Ucrânia é também um tango, macabro, mas um tango. Todavia, não se devem confundir as coisas, o par de dança não é a Rússia com a Ucrânia, mas a águia bicéfala e o urso das estepes – USA vs. Federação Russa – que usam a Ucrânia como pista de dança, os primeiros como cabeça-mor do Império Europeu do Ocidente e o segundo como Império Europeu do Oriente. Não será segredo para ninguém que os cristãos russos – a Igreja Ortodoxa – se consideram herdeiros de Bizâncio, o que nos aprisiona na ideia da repetição histórica, ou na analogia com o Império Romano. Roma, como sabemos, morreu de pusilanimidade, Bizâncio por não ter conseguido resolver o magno problema do sexo dos anjos, e os seus reerguidos herdeiros foram tropeçando na História, porque toda a História de Bizâncio é feita de tropeços.

Por mais que seja uma evidência que a Europa vai de S. Francisco a Vladivostoque, nós por aqui, habitantes das terras decadentes, somos reverentes perante quem ainda manda no mundo e as suas gentes lá para os lados da sede do império, no outro lado do Atlântico, e não vamos em bizantices: entre o medo e o desprezo quase sempre o desprezo prevalece, porque nós sabemos perfeitamente qual é o sexo dos anjos.

Criámos uma entidade ficcional e unívoca – os russos – e de modo algum lhes podemos conceder o estatuto de serem como nós, de serem dignos da nossa mesma humanidade. Não são sequer estrangeiros, são alienígenas, mas dos maus. Bebemos sofregamente a propaganda de guerra dos meios de comunicação social para ampliar o nosso vocabulário de repúdio e consolidarmos, como convém à ideologia do Império Europeu do Ocidente, o nosso medo e o nosso ódio e ampliarmos tudo isto gritando: vêm aí os russos.   

 E os russos são o outro, não são europeus, não são cá dos nossos. Este sentimento esteve sempre implícito nas relações do "Ocidente" com os tais russos, fossem eles o Império czarista, a União Soviética ou a Federação Russa; imperou o ódio de cá e o ódio de lá. Nestes três estágios imperiais pelos quais passou a Rússia, sempre um césar governou despótico, fosse ele Ivan, Nicolau, Estaline ou Putin. A palavra russa czar (leia-se tzar), tem origem no étimo grego para césar. 

Na sequência do desmoronamento da União Soviética, o vencedor do concurso de tango – o Ocidente – resolveu isolar o Urso ferido, expulsá-lo da Europa, cercá-lo com uma aliança militar dos bons, dos nossos, contra o outro, o mau, o alienígena. Recordemos que, aquando da I Grande Guerra, também os vencedores decidiram esmagar e humilhar a Alemanha até aos limites da maior das ignomínias e crueldade. O Povo ferido da Alemanha, impotente e engolindo a raiva, esperou (fabricou) um salvador, um redentor, mesmo que um Cristo negro: Hitler. Temos agora uma repetição histórica, mas como a História na verdade não se repete tal-qual, apenas por similitude, o urso ferido está raivoso, mas não é impotente, tem armas atómicas. Também o sofrimento do povo da Ucrânia tem precedentes na História. Quando os USA, na sua guerra semifria contra a URSS incentivaram checos e húngaros para se levantarem contra o Urso os alevantados ficaram sozinhos e foram esmagados. Também a presente guerra dos USA contra os «russos» por interpostos actores é uma repetição. Mais uma vez, incentiva-se e fica-se a ver os cavalinhos de borla.

Olhar o mundo como um filme de cowboys não nos deixa ver claro, ou somos pelos cowboys ou somos pelos índios; aqueles por quem somos são o bem e são os bons, os outros são o mal e são os maus, porque o diabo – e diabo quer dizer aquele que divide – são os outros. Não temos a coragem de entender que não nos dividimos em bons e maus, somos apenas a aptidão ou a inaptidão com que lidamos com a nossa circunstância, e toda a aptidão (ou o seu contrário) se desenvolve ferida pelas nossas ancestrais sequelas da necessidade e do medo, que resolvemos pela agressão ou pela fuga. No caso que nos deve preocupar da guerra USA - Rússia, onde a Ucrânia é apenas o chamariz, seria útil os ocidentais terem consciência do ditado oriental que diz que quando se encurrala um tigre se deve deixar uma janela aberta. Quem se der ao trabalho de analisar o mapa dos territórios onde decorrem os actuais conflitos verificará que a Rússia se sente cercada e afastada da Europa, reduzida à sua situação asiática. Se a Ucrânia pertencesse à NATO a esquadra russa do Mar Negro teria de sair, teria como destino ser desmantelada. O tigre não tem janela por onde fugir, ou melhor, resta-lhe uma fuga em frente e o furor ocidental atiça o tigre o mais que pode.

Quando, seguindo a estabelecida propaganda de guerra, se chamam a papaguear os comentadores de conveniência, que debitam como se fosse ciência, que a guerra na Ucrânia se deve a que o Putin é maluco colocamos um véu no nosso entendimento e podemos dormir descansados, de consciência aliviada. Mas todas as coisas têm duas faces. Se o Putin for maluco, então está desculpado, porque os malucos são inimputáveis; mas se é totalmente racional – e eu acho que sim – é responsável pelo que faz e pelo que manda fazer. Se for assim como digo, duas coisas se podem dar: ou age por necessidades políticas, ou age por razões religiosas. Se forem religiosas, a haver culpa não é dele é do diabo. Penso que é mais realista procurar as razões políticas, e em política não se fala do que é justo ou injusto nem do bem nem do mal, porque a política é apenas uma arte do possível. Temos de perguntarmo-nos: os interesses dos russos são vitais ou não? Se são, fica a pergunta: como se trava uma potência atómica? Se não são, converse-se até esgotar a saliva. Se os ucranianos conseguirem aguentar a resistência à invasão pode ser que o Putin gere anticorpos internos. O pior que nos pode acontecer é termos o futuro da humanidade suspenso do bater de asas de uma borboleta.

Estamos a criar as condições para o suicídio da humanidade, mas pode ser que não tenha qualquer importância. Morreremos descansados porque todos sabemos bem quem são os culpados – nós não somos, os outros são – e assim será dito de um lado e do outro da contenda, enquanto não sobrevier o silêncio.

No grande sobressalto da Guerra Fria que foi a crise dos mísseis em Cuba, uma canção de protesto de Tom Lehrer dizia «Quando nos formos, vai toda a gente, todos cheios de um brilho incandescente.»

 

 

UMA VERDADE INCONVENIENTE

 

Este artigo foi colocado em 20 do Fevereiro, no Facebook, como comentário a uma postagem de um amigo. Coloca-se agora aqui para o associar ao artigo escrito hoje sobre este mesmo assunto, que colocarei aqui também.

https://www.facebook.com/abdul.cadre2?comment_id=Y29tbWVudDo0ODk1ODY5NjU3MTI1OTEzXzQ4OTc2OTk2NDAyNzYyNDg%3D&__cft__[0]=AZX6tzuzKudtPKPLMmEnWeXr2A2OK3SxasMzfzJG1vQtgBUMCTNpLziSzwjYPrNr-OVJSLp3eOhjLpplGjPIfejLm33hJwfwlwRdFwjR7C840lFHeIaq9YkTa0TwnbKs-f8kc2BoG4RznUpslsBv7MLppS9qA5vuCsC4bGm_dKrSKg&__tn__=R]-R


 Nesta chamada guerra da Ucrânia, a ideia estratégica da geopolítica ianque é expulsar definitivamente a Rússia da Europa, definindo a sua fronteira na Ucrânia. É a continuação do cerco na sua fase final. Economicamente, visa encarecer o petróleo e substituir-se à Rússia no fornecimento de gás; vender à Ucrânia e aos países peões do lime material militar em quantidades colossais, como esperam sequiosos os homens do complexo industrial militar. Aos americanos, o que poderá falhar é não poderem ocupar, através da NATO, a Ucrânia, mas isso é apenas um pormenor de somenos, porque se os russos o impedirem por acção militar, o Império Europeu do Ocidente decretará sanções. Ora, nos USA, temos o presidente mais imbecil de toda a sua História, ainda por cima desbocado. Por exemplo, permitiu-se dizer que a primeira sanção contra a Rússia seria fechar-lhe o gasoduto. Um jornalista ainda lhe perguntou: mas como? O gasoduto não é russo, é alemão. E ele retorquiu: nós fechamos, nós fechamos. No desbocar teve ainda melhor uns dias antes, quando disse que a Rússia seria expulsa do sistema bancário internacional de pagamentos. Este idiota não percebe que num caso desses não eram só os russos a ser expulsos, era o mundo inteiro. O idiota tem neste momento as piores sondagens de todos os presidentes e o Trump esfrega as mãos com o regresso à Casa Branca garantido. O idiota quis ser como os outros presidentes que quando as sondagens andavam em baixo arranjavam uma guerra, mas não percebeu que tinha de ser uma coisa de vitória garantida e povo a bater palmas. Podia bombardear Cuba, ou Venezuela, mas aí não se gastariam balas em quantidade suficiente, além de Cuba não ter qualquer interesse estratégico ou económico e a Venezuela estar bem como está: serve os interesses ianques do aumento do preço do petróleo com a vantagem de comprarem o da Venezuela ao preço da chuva na candonga. Se não puserem bom senso na cabecinha senil e as águias que o aconselham não encolherem as unhas, o mundo vai passar um mau bocado, no mínimo, porque no máximo não quero pensar. Vamos ver que a Covid foi uma coisa sem importância. Isto de empurrar os russos para os braços dos chineses não lembra ao careca. Então, dentro em breve, presumidamente, vamos ter na direcção do mundo o mandarim Xi Jimping, o Czar Putin e o Cowboy de Wall Street Donald Trump.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

EIXO DO MAL

 

Ter de quando em vez opiniões desconchavadas, vá que não vá, é da natureza humana, mas militar no desconchavo é bizarria. O moderador do programa devia ter sempre à mão um ambientador, mesmo que comprado na loja do chinês, para fazer fistfist às redundâncias redondas redondinhas circulares e extensas jorradas como sentenças urbi et orbi, todavia raramente interessantes. Ó Dona Clara, não há pachorra.

Vontade de ter razão todos nós temos, mas nem todos têm vaidade suficiente para a insistência na inconsistência. Schopenhauer escreveu a propósito um belíssimo ensaio, publicado postumamente, «A Arte de Vencer uma Discussão Sem precisar de ter Razão», obra que talvez fosse útil à Pluma Caprichosa ter na mesa de cabeceira. Todavia, penso que a filosofia que mais falta lhe faz é a de «Prognósticos só no Fim do Jogo», criada pelo filósofo plebeu e não académico João Pinto, ex-profissional de futebol. Sei perfeitamente que futebol e futebolistas não são do campeonato da Dona Clara, que será mais da canasta, dos guardians e quejandos e que o dito cujo não é inglês nem americano, será Claramente duma casta desprimorada, mas que se lhe há de fazer, temos de viver com aquilo que temos, não é?

Mas vejamos: a Dona Clara, em 27 de Janeiro, dizia «Costa sua de pânico porque sabe que pode estar a pouco tempo de perder tudo», mas quatro dias depois, em 31 de Janeiro, sentenciava com a sua proverbial pesporrência: «a maioria absoluta era inevitável». Está a ver, está a ver, devia prestar mais atenção à plebe, realmente, prognósticos só no fim do jogo.

O mais sensato interveniente no programa, Pedro Marques Lopes, anda a perder o Eixo. Aquela de dizer que o Canadá é o maior país do mundo não lembra ao careca, como diria o tal que ele tanto aprecia e elege. Objectiva e irrefutavelmente não é. O maior país do mundo em extensão é a Rússia, o Canadá pouco passa de metade. Ou seja, a diferença é tal que não dá para ignorar.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

PEDRO V.S. MAXIMILIANO

 

Os monarcas Pedro e Maximiliano são praticamente contemporâneos: o imperador mexicano nasceu em 1832 e morreu em 1867; o rei português, outorgante da carta constitucional da monarquia portuguesa de 1826, nasceu em 1798 e morreu em 1834.

Imediatamente a seguir à morte de D. Pedro IV, a Câmara dos Pares aprovou uma proposta de o homenagear com a construção de um monumento. Entretanto, em 1836, o Rossio mudou de nome, passando a chamar-se Praça D. Pedro IV e a cidade de Lisboa viu-se perante três modelos de monumento, o mais deslumbrante dos quais previa a construção de uma pirâmide onde seria alojada a urna do rei, mas que não foi aprovado nem construído. Veio a ser aprovado um projecto e iniciada a construção de algo que o povo baptizou de «galheteiro», coisa tão contestada que acabou demolida em 1864.

Fez-se então um concurso internacional e, das dezenas de propostas recebidas, o júri optou por uma estátua a encimar uma coluna e a equipa francesa dos artistas Rodert e Davioud foi a escolhida, É aqui que vai começar a lenda – ou história verdadeira, quem sabe – porque estes artistas tinham ganho um concurso para coisa semelhante para o Maximiano, estando a estátua de bronze deste praticamente acabada. Ora, acontece que a monarquia mexicana é derrubada violentamente e Maximiliano é fuzilado em 1867. Seria um desastre económico para o atelier francês, mas certamente os artistas conheciam o provérbio português de que é no aproveitar é que está o ganho, e assim, ao que parece, com uns pequenos retoques Maximiliano Tornou-se Pedro IV. E pronto, em 1870 inaugura-se, debaixo de muita polémica, a estátua que ainda hoje está no mesmo sítio. O mais inconformado com o monumento Eça de Queiroz, escreveu: «Essa colossal vela de estearina, cujo pavio é o dador da carta».

Verdade? Ou isto foi na época uma teoria da conspiração à portuguesa?

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

 

LABOR DAY

 

  Quase todos os países que comemoram o dia do trabalhador fazem-no no Primeiro de Maio, mas nos USA e no Canadá, poe exemplo, a efeméride tem lugar na primeira Segunda Feira de Setembro...

Mas não é disto que venho falar, embora tenha sido isto que me inspirou.

Andou pelo Facebook há dias e corre na NET há anos uma daquelas frases que se atribuem a Einstein e que, com um pouco de atenção, concluiríamos da impossibilidade de ter sido proferida ou escrita pelo famoso cientista. A frase rezava assim: «O único sítio onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário». Ora, quem saiba que Einstein, dominando muito mal o inglês, escrevia invariavelmente em alemão, sua língua natal, constataria do sem sentido da frase, porque trabalho (Arbeit) vem antes de sucesso (Erfolg). Todavia, se de algum modo se quisesse expressar em inglês, ser-lhe-ia mais fácil recordar-se – lembremo-nos do Labor Day – da palavra «labor/laborer», que no dicionário vem antes de «success», do que de worker, para mais sendo este termo designativo mais propriamente de operário. Ponhamos aqui um parêntesis: as palavras labor/laborer são em inglês dos USA, que no padrão britânico se escreve labour/labourer. Isto para remeter os leitores para o nosso «aborto ortográfico».

Mas vamos ao Einstein e consideremos a priori da impossibilidade de ter escrito a coisa. Então, poderíamos aventar a hipótese de ter sido brasileiro ou português que lhe pôs na boca (ou na caneta) o que o homem não disse nem pensou.

Falar disto não serve de nada, eu sei. Estas frases vieram para correr e são eternas, são vírus e não há vacina. As frases falsamente atribuídas a Einstein são tantas, tantas que motivaram livros quer de denúncia quer de persistência na falsidade. Certamente que os que persistem na falsidade vendem mais.      

quarta-feira, 30 de junho de 2021

LEGENDÁRIO ESSENCIAL ROSACRUCIANO

 Este meu livro, de temática rosacruciana está de novo à disposição dos leitores

https://publish.bookmundo.pt/books/249698


Webshop do autor

https://publish.bookmundo.pt/abdulcadre